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	<title>Arquivo de Uncategorized - OPAE</title>
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	<description>A Organização Paulista de Arte Educação - OPAE, representa um conjunto de educadores e educadoras de arte de São Paulo que desempenham um papel político crucial ao apoiar, defender, aprimorar, promover, incentivar e desenvolver o ensino e a aprendizagem artística no Estado de São Paulo. A OPAE é afiliada à Federação de Arte/Educadores do Brasil - FAEB.</description>
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	<title>Arquivo de Uncategorized - OPAE</title>
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		<title>E então, tudo vira música: uma experiência com instrumentos não convencionais</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 00:16:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E então, tudo vira música: uma experiência com instrumentos não convencionais Roberta Jorge Luz Uma atividade que uniu Arte, sustentabilidade e criatividade mostrou que aprender música pode começar com objetos do cotidiano que ganham novos significados por meio da criação artística. Quem olha para uma garrafa PET, uma lata ou uma caixa de papelão dificilmente [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>E então, tudo vira música: uma experiência com instrumentos não convencionais</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Roberta Jorge Luz</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma atividade que uniu Arte, sustentabilidade e criatividade mostrou que aprender música pode começar com objetos do cotidiano que ganham novos significados por meio da criação artística.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem olha para uma garrafa PET, uma lata ou uma caixa de papelão dificilmente imagina que esses objetos possam se transformar em instrumentos musicais. Mas foi justamente essa mudança de olhar que a professora Eli Moraes promoveu com seus estudantes da ECIM EE Prof. Lauro Sanchez, em Sorocaba (SP), ao desenvolver um projeto que integrou música, sustentabilidade e ensino de arte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência nasceu durante as aulas de Arte com turmas do 6º ano do Ensino Fundamental, a partir dos conteúdos sobre sonoridade, timbre e ritmo previstos no Currículo Paulista. Mais do que ensinar conceitos musicais, a proposta convidou os estudantes a perceberem que o mundo está repleto de sons esperando para serem descobertos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro desafio foi provocar uma reflexão: será que tudo aquilo que chamamos de lixo realmente perdeu sua utilidade? A pergunta abriu caminho para uma investigação sobre os sons produzidos por objetos do cotidiano, incentivando os alunos a explorarem diferentes materiais antes mesmo de iniciarem a construção dos instrumentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ampliar o repertório da turma, a professora apresentou vídeos de grupos que transformam objetos comuns em música, como o GEM – Grupo Experimental de Música, os Embatucadores e o renomado grupo internacional Stomp. As apresentações surpreenderam os estudantes e mostraram que a criatividade pode atribuir novos significados a objetos aparentemente comuns quando a arte entra em cena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, a teoria deu lugar à prática. Utilizando objetos e materiais previamente selecionados para serem reutilizados, os estudantes planejaram e confeccionaram seus próprios instrumentos musicais. Durante o processo, exploraram sons, experimentaram diferentes formas de produzir ritmos e compreenderam, na prática, como cada material possui características sonoras próprias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado foi uma verdadeira demonstração de criatividade. Violões, violoncelos, guitarras, harpas, tambores, pandeiros, flautas, castanholas e diversos outros instrumentos surgiram a partir de objetos e materiais que poderiam ter sido descartados. Cada produção refletia a personalidade e a imaginação de seu autor, mostrando que não existe uma única forma de criar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de concluídos, os instrumentos ganharam vida em uma apresentação coletiva. A sala de aula transformou-se em um espaço de experimentação musical, onde cada estudante pôde compartilhar sua criação e participar de uma grande vivência sonora. Em seguida, os trabalhos foram expostos no palco da escola, permitindo que toda a comunidade escolar conhecesse e valorizasse as produções dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o aprendizado sobre música tenha sido um dos principais objetivos, os resultados ultrapassaram as expectativas da professora. Ao longo do projeto, os estudantes exercitaram a criatividade, a autonomia, o trabalho colaborativo e a resolução de problemas. Além disso, foram incentivados a refletir sobre os padrões de consumo, o reaproveitamento de materiais, a redução do desperdício e a importância de atitudes mais sustentáveis no cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que construir instrumentos musicais, os alunos aprenderam a observar o potencial criativo dos objetos do cotidiano, compreendendo que a Arte é capaz de atribuir novos sentidos a qualquer objeto, transformando -os em experiências de criação, expressão e aprendizagem</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto que chamou a atenção foi o impacto da atividade nas relações entre os estudantes. Aqueles que normalmente participavam pouco das aulas encontraram, na construção dos instrumentos e nas apresentações, uma oportunidade para se expressar, fortalecer a autoestima e interagir com os colegas de forma mais confiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Experiências como essa reforçam que a Arte pode ser uma poderosa ferramenta de transformação. Quando o currículo dialoga com situações concretas da vida dos estudantes, a aprendizagem torna-se mais significativa, participativa e prazerosa. Como afirma Ana Mae Barbosa (1995), &#8220;através das artes é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica permitindo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada&#8221; (Barbosa, 1995, p. 13). Nessa perspectiva, mais do que construir instrumentos musicais, os alunos aprenderam a observar o potencial criativo dos objetos do cotidiano, compreendendo que a arte pode possibilitar aos seres humanos a elaboração de novos sentidos e significados por meio da criação artística.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. <strong>Educação e desenvolvimento cultural e artístico</strong>. Educação &amp; Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, 1995. Disponível em:<a href="https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71713"> https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71713</a>. Acesso em: 2 ago. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Algumas imagens do Projeto</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="461" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1024x461.jpeg" alt="" class="wp-image-4187" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1024x461.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-300x135.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-768x346.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1536x692.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-600x270.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="461" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2-1024x461.jpeg" alt="" class="wp-image-4188" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2-1024x461.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2-300x135.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2-768x346.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2-1536x692.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2-600x270.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-2.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Exposição dos instrumentos musicais confeccionados pelos estudantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elisangela de Moraes Silvério&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1024" height="462" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1.jpeg" alt="" class="wp-image-4185" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1-300x135.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1-768x347.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-1-600x271.jpeg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="461" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-3.jpeg" alt="" class="wp-image-4186" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-3.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-3-300x135.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-3-768x346.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/08/image-3-600x270.jpeg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentação dos estudantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Elisangela de Moraes Silvério</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia.</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:44:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia. Roberta Jorge Luz Antes de aprender a tocar um instrumento ou cantar uma canção, é preciso desenvolver algo fundamental: a escuta. Foi a partir dessa premissa que o professor de Arte,&#160; Fernando José da Silva, da Escola Estadual Aggêo Pereira do Amaral- Sorocaba-SP, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Roberta Jorge Luz</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de aprender a tocar um instrumento ou cantar uma canção, é preciso desenvolver algo fundamental: a escuta. Foi a partir dessa premissa que o professor de Arte,&nbsp; Fernando José da Silva, da Escola Estadual Aggêo Pereira do Amaral- Sorocaba-SP, desenvolveu uma experiência pedagógica criativa e sensível que transformou os sons do cotidiano escolar em matéria-prima para a aprendizagem artística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arte-educador formado em Teatro Arte-Educação pela Universidade de Sorocaba (Uniso), Fernando atua há 19 anos na rede estadual paulista e há seis anos integra a equipe da EE Aggêo Pereira do Amaral. Reconhecido pelos estudantes também por seu personagem “Paçoquinha”, o professor busca aproximar os conteúdos artísticos do universo lúdico e da experiência sensorial dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho foi desenvolvido com turmas de 6º ano do Ensino Fundamental &#8211; Anos Finais (EFAF) durante as aulas de Música. Inicialmente, os estudantes exploraram conceitos como sons graves e agudos, paisagem sonora e a diferença entre ouvir e escutar. Em uma das atividades, a turma percorreu diferentes espaços da escola registrando os sons percebidos em cada ambiente. Depois, os estudantes foram convidados a representar graficamente essas sonoridades por meio do desenho, transformando ruídos, vozes, silêncios e movimentos em imagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta ganhou novas camadas quando os estudantes conheceram a obra do artista russo Wassily Kandinsky, que associava sons, cores e formas em suas criações. Inspirados por essa relação entre música e imagem, os alunos participaram de uma experiência no pátio da escola, ouvindo uma peça de música clássica e traduzindo suas percepções em cores, linhas e composições visuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi nesse contexto que nasceu o personagem Palhaço Harmonia, criado pelo próprio professor como estratégia de mediação artística. Com uma linguagem inventada — a “blablação” —, o personagem interagia com os estudantes por meio de gestos, expressões corporais, sons e músicas de ciranda. Em determinados momentos, permanecia imóvel como uma estátua, representando o silêncio; em outros, estabelecia contato com os alunos ao acionar um círculo vermelho presente em seu cartaz. A experiência provocava curiosidade, participação e reflexão sobre a comunicação para além das palavras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, o trabalho foi compartilhado também com os estudantes dos 7º anos (EFAF), que discutiram o processo de construção do personagem e aprofundaram os conceitos de paisagem sonora, percepção auditiva e escuta consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Fernando, o principal objetivo da proposta foi desenvolver nos estudantes uma percepção mais atenta dos sons que os cercam, ajudando-os a compreender que ouvir é um ato fisiológico, enquanto escutar envolve intenção, atenção e interpretação. Mais do que um conteúdo musical, a atividade tornou-se uma oportunidade de sensibilização artística e de ampliação do olhar sobre o cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência demonstra como a arte na escola pode mobilizar imaginação, ludicidade e reflexão crítica, transformando conceitos abstratos em vivências significativas. Ao convidar os estudantes a escutarem o ambiente escolar de maneira diferente, o professor Fernando abriu caminhos para que descobrissem que a arte também está presente nos sons mais simples do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempos marcados pelo excesso de informações e estímulos digitais, iniciativas como essa nos lembram que o ensino de Arte na escola continua sendo um espaço privilegiado para cultivar a sensibilidade, a criatividade e a capacidade de escutar o mundo com mais atenção.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="472" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-10-472x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4154" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-10-472x1024.jpeg 472w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-10-138x300.jpeg 138w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-10-708x1536.jpeg 708w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-10-600x1303.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-10.jpeg 737w" sizes="(max-width: 472px) 100vw, 472px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="472" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-11-472x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4153" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-11-472x1024.jpeg 472w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-11-138x300.jpeg 138w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-11-708x1536.jpeg 708w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-11-600x1303.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-11.jpeg 737w" sizes="(max-width: 472px) 100vw, 472px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagens 1 e 2: Registrando sons do cotidiano (fotografia de Fernando José da Silva)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4155" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-768x1024.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-225x300.jpeg 225w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-1152x1536.jpeg 1152w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-600x800.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 3: Cartazes para mediação da proposta (fotografia de Fernando José da Silva)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4158" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-768x1024.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-225x300.jpeg 225w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-1152x1536.jpeg 1152w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-600x800.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-16-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4159" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-16-768x1024.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-16-225x300.jpeg 225w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-16-1152x1536.jpeg 1152w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-16-600x800.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-16.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagens 4 e 5 : O palhaço Harmonia atuando durante a aula (Fotografia de Fernando José da Silva)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 22:16:27 +0000</pubDate>
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		<title>Ziraldo, formas e descobertas: Onde as cores e os sons encontram a imaginação da criança.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 22:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roberta Jorge Luz A arte tem o poder de transformar leituras em experiências, ideias em formas e sentimentos em criações. Foi a partir desse princípio que a professora Marisa Lopes da Fonseca desenvolveu um projeto de Artes Visuais com estudantes do Ensino Fundamental – Anos Iniciais (EFAI) da EE Marina Grohmann Soares Fernandes, em Sorocaba [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roberta Jorge Luz</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arte tem o poder de transformar leituras em experiências, ideias em formas e sentimentos em criações. Foi a partir desse princípio que a professora Marisa Lopes da Fonseca desenvolveu um projeto de Artes Visuais com estudantes do Ensino Fundamental – Anos Iniciais (EFAI) da EE Marina Grohmann Soares Fernandes, em Sorocaba (SP), mobilizando a criatividade, a expressão e o protagonismo infantil por meio de diferentes linguagens artísticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Integrando as atividades da escola em torno de duas obras do escritor e ilustrador brasileiro Ziraldo, os alunos tiveram contato com o livro <em>Flicts</em>, uma narrativa sensível que aborda temas como identidade, pertencimento e singularidade por meio das cores. A leitura serviu como ponto de partida para reflexões e experimentações artísticas que dialogam com o universo visual presente na obra. E também com o livro Almanaque Maluquinho: O som da turma, integrando o projeto com os conhecimentos relacionados com a linguagem musical, conteúdo presente no currículo escolar daquele bimestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o desenvolvimento do projeto, a professora trabalhou conceitos fundamentais das Artes Visuais, apresentando aos estudantes os elementos visuais, como cores e formas, além de discutir diferentes linguagens artísticas, entre elas a escultura e a colagem. A partir dessas referências, os estudantes foram convidados a criar produções autorais utilizando papelão, papéis coloridos e outros materiais acessíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas permitiram múltiplas possibilidades de criação. Alguns estudantes produziram esculturas em papelão, explorando volumes, formas e combinações cromáticas; outros optaram por cartazes, colagens e faixas, construindo composições visuais que expressavam suas ideias, percepções e sentimentos. Mais do que reproduzir modelos, cada estudante foi incentivado a criar algo próprio, exercitando a imaginação e a capacidade de comunicar pensamentos por meio da arte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos mais significativos do projeto foi o momento de socialização das produções. Após concluírem seus trabalhos, os alunos apresentaram suas criações para os colegas de sala, compartilhando os processos de elaboração, as escolhas de cores e formas e os significados atribuídos às obras. Esse momento de escuta e diálogo ampliou a compreensão sobre as diferentes maneiras de perceber e representar o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as muitas experiências vividas, chamou a atenção a satisfação de um estudante que, ao apresentar os bonecos que havia criado, demonstrou grande orgulho não apenas pelo resultado alcançado, mas também pelo reconhecimento recebido dos colegas e da professora. Situações como essa evidenciam o papel da arte na construção da autoestima, da confiança e do sentimento de pertencimento ao espaço escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto terá seu encerramento com uma mostra aberta à comunidade escolar, em que cartazes, colagens, esculturas e outras produções serão expostos para apreciação de toda a escola. A exposição representa não apenas a culminância de um processo criativo, mas também a valorização das vozes, ideias e sensibilidades dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Experiências como essa reafirmam a potência do ensino de Arte na escola como espaço de criação, reflexão e expressão. Ao transformar cores, formas e materiais simples em narrativas visuais carregadas de significado, a professora Marisa Lopes da Fonseca demonstra como a arte na escola pode&nbsp; fortalecer o protagonismo estudantil, tornando visível aquilo que cada estudante tem de único para comunicar ao mundo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4144" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4142" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagens 1 e 2: Experiências de Mediação de Leitura (fotografias de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4141" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 3: Criação da estudante Teté: Uma super heroína que resolve traquinagens escolares. (Fotografias de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-4140" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1024x768.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-300x225.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-768x576.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1536x1152.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-600x450.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 4: Flicts-Atividade Inclusiva Adaptada (Fotografia de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4139" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-768x1024.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-225x300.jpeg 225w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-1152x1536.jpeg 1152w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-600x800.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 5: Estudante apresentando para a sala sua criação musical e seu desenho (Fotografia de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4143" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 6: Colagem de Experiências: Leituras, Sons e Imaginários em Movimento (autoria da colagem e fotografias de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4145" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 7: Produções artísticas cores e formas (colagem produzida pela professora marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4146" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 8: Produção de Esculturas: Cores e Formas (Colagem de fotografias produzida pela professora Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="857" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1024x857.jpeg" alt="" class="wp-image-4138" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1024x857.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-300x251.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-768x643.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-600x502.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 9: Desenho de estudante “A loja do Mestre André”, baseado no livro: O som da turma de Ziraldo ( Fotografia de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1179" height="987" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image.jpeg" alt="" class="wp-image-4138" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image.jpeg 1179w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-300x251.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1024x857.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-768x643.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-600x502.jpeg 600w" sizes="(max-width: 1179px) 100vw, 1179px" /></figure>
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		<title>Chagas e Mazelas, o projeto que une Arte e educação antirracista desenvolvido com estudantes e professores das escolas públicas de Sorocaba.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 02:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<title>O que o Novo Marco Regulatório do EAD (Decreto nº 12.456/2025) influencia na formação dos(as) professores(as) de Arte?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 19:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que o Novo Marco Regulatório do EAD (Decreto nº 12.456/2025) influencia na formação dos(as) professores(as) de Arte? Profª Drª Ana Marcia Akaui Moreira Pós-Doutoranda do IA-UNESP Membro da diretoria da OPAE &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Se partirmos da ideia de que o conhecimento é o meio para chegar a uma comunicação emancipada do sujeito social, por direito, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que o Novo Marco Regulatório do EAD (Decreto nº 12.456/2025) influencia na formação dos(as) professores(as) de Arte?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Profª Drª Ana Marcia Akaui Moreira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pós-Doutoranda do IA-UNESP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Membro da diretoria da OPAE</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se partirmos da ideia de que o conhecimento é o meio para chegar a uma comunicação emancipada do sujeito social, por direito, tendo como princípio o desenvolvimento das sensibilidades que envolve a expressividade e a criatividade, podemos afirmar então que, a formação do professor de arte&nbsp;é fundamental para a educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos destacar nesse processo o desenvolvimento dopensamento crítico, na qual&nbsp;o(a) professor(a) formado saiba utilizar dos recursos que as artes oferecem, fazendo com que os estudantes possam analisar, transformando a si e ao seu redor,&nbsp;refletindo&nbsp;sobre as diferentes culturas e os diversos contextos históricos que nos formam humanos. Portanto esse docente, atuando na educação básica se torna responsável por expandir a sensibilidade visual, tátil, olfativa e corporal do estudante, para que ele possa ter uma melhor compreensão da &#8220;leitura de mundo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que essa formação seja eficiente o discente das licenciaturas em Arte tem que experienciar suas práticas, se envolver com os materiais e ambientes apropriados, participar da sociabilização que se promove com a presencialidade e o contato com seus pares, entendendo o contexto em que está inserido e como pode e/ou poderá trabalhar o desenvolvimento dessas sensibilidades em sala de aula contando e sentindo a diversidade dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, atualmente, estamos enfrentando o avanço incontrolável dos cursos a Distância (EaD), principalmente as Licenciaturas em geral, e de Arte especificamente, que pode estar tirando a maior parte desse desenvolvimento e o convívio presencial, já supracitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo, mostramos a seguir, os últimos dados coletados de 2024 da plataforma INEP/CENSUP (recorte da pesquisa de pós-doutoramento da pesquisadora) sobre o as Licenciaturas em Arte (visuais, Música, Dança e Teatro) no Estado de São Paulo:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 01 &#8211; 2024 &#8211; cursos: modalidade presencial e EaD</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td rowspan="2">Licenciatura</td><td colspan="2"><strong>ARTES VISUAIS</strong></td><td colspan="2"><strong>MÚSICA</strong></td><td colspan="2"><strong>DANÇA</strong></td><td colspan="2"><strong>TEATRO</strong></td><td colspan="2"><strong>TOTAL</strong></td></tr><tr><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td></tr><tr><td>Curso</td><td>15</td><td>575</td><td>11</td><td>228</td><td>4</td><td>70</td><td>6</td><td>68</td><td>39</td><td>846</td></tr><tr><td>Vaga</td><td>1.304</td><td>&#8211;</td><td>1.193</td><td>&#8211;</td><td>202</td><td>&#8211;</td><td>493</td><td>&#8211;</td><td>2.964</td><td>&#8211;</td></tr><tr><td>Inscrito</td><td>967</td><td>&#8211;</td><td>1.010</td><td>&#8211;</td><td>280</td><td>&#8211;</td><td>472</td><td>&#8211;</td><td>2.885</td><td>&#8211;</td></tr><tr><td>Ingressante</td><td>311</td><td>3.452</td><td>139</td><td>1.239</td><td>77</td><td>218</td><td>202</td><td>257</td><td>932</td><td>5.290</td></tr><tr><td>Matrícula</td><td>1.007</td><td>3.930</td><td>456</td><td>1.742</td><td>208</td><td>235</td><td>549</td><td>283</td><td>2.306</td><td>6.876</td></tr><tr><td>Concluinte</td><td>158</td><td>848</td><td>66</td><td>146</td><td>39</td><td>5</td><td>83</td><td>44</td><td>451</td><td>1.045</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: elaboração própria (último censo do Inep/Censup, 2024) Disponível em: <a href="https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-da-educacao-superior/resultados">https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-da-educacao-superior/resultados</a> Acesso em: 12/03/2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazendo uma Leitura flutuante, podemos perceber que o número de cursos em EaD aumentou exponencialmente mais que 400% nas licenciaturas em Artes Visuais. Quanto às vagas, as Licenciaturas em EaD não são disponibilizadas pelo INEP/CENSUP (Brasil, 2026), porque se concentram em uma única sede, distribuídas para os polos, implantados nos municípios (exemplo é a UNIP que oferece para todo o Brasil, nos cursos de Artes Visuais, 75.000 vagas).&nbsp;&nbsp; O número de ingressantes nos cursos em EaD também é alto diante da modalidade presencial, assim como as matrículas e concluintes. Isso nos mostra que os cursos em EaD estão imperando no Estado de São Paulo, mas não só, em detrimento dos cursos presenciais que estão a cada ano diminuindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse exacerbado aumento, em maio de 2025, o governo federal estabeleceu novas regras, instituídas pelo Decreto nº 12.456/2025 (Brasil, 2025), que dispõe sobre a oferta de educação a distância (EaD) por Instituições de Ensino Superior em cursos de graduação e pós-graduação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os formatos de oferta dos cursos de graduação, no Art. 3º do documento (Brasil, 2025), considera-se:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &#8211; <strong>educação a distância</strong> &#8211; processo de ensino e aprendizagem, síncrono ou assíncrono, realizado por meio do uso de tecnologias de informação e comunicação, no qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares ou tempos diversos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &#8211; <strong>atividade presencial</strong> &#8211; atividade formativa realizada com a participação do estudante e do docente ou de outro responsável pela atividade formativa em lugar e tempo coincidentes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; III &#8211; <strong>atividade síncrona</strong> &#8211; atividade de educação a distância realizada com recursos de áudio e vídeo, na qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares diversos e tempo coincidente;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV &#8211; <strong>atividade síncrona mediada </strong>&#8211; atividade síncrona realizada com participação de grupo de, no máximo, setenta estudantes por docente ou mediador pedagógico e controle de frequência dos estudantes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V &#8211; <strong>atividade assíncrona</strong> &#8211; atividade de educação a distância na qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares e tempos diversos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos formatos dos cursos de graduação, essa oferta (Art. 4º) será distribuída da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;I – os cursos de forma presencial deverão ofertar 70% de sua carga horária total por meio de atividades presenciais; a inclusão da carga horária a distância nos cursos presenciais será realizada por meio de atividades síncronas e assíncronas (previsto no Projeto Político de Curso &#8211; PPC) mas, o ato do Ministro de Estado da Educação disporá sobre a inclusão ou não da carga horária, na modalidade EaD, dos cursos presenciais;</p>



<p class="wp-block-paragraph">II – os cursos semipresenciais deverão ofertar no mínimo 30% da carga horária total por meio de atividades presenciais e 20% da carga total em atividades presenciais ou síncronas mediadas, com 70 alunos (no máximo) por docente ou mediador pedagógico;</p>



<p class="wp-block-paragraph">III- Para os cursos a distância serão 10% da carga total em atividades presenciais e 10% em atividades presenciais ou síncronas mediadas; assim que estão funcionando a maioria das licenciaturas em Arte atualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo o Art. 9 é vedada a oferta de cursos de graduação a distância para as licenciaturas, assim como outros cursos que trabalham na área de humanas, porém no artigo 7º (do mesmo documento) podem ser ofertadas no formato semipresencial com 30% de atividades presencias e 20% de atividades presencias e síncronas mediadas os curso de bacharelado e licenciatura da área da educação. Então entendemos que, pelo decreto, para as licenciaturas as IES ofertarão o curso presencial com (70% / 30%) ou cursos semipresenciais (30% / 20%) pois, ao impedir o curso a distância para as Licenciaturas, acaba criando um novo formato que é o semipresencial e a partir disso admite percentuais de não presencialidade, tão importante para esses cursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de alteração da Resolução nº4/2024 (Brasil, 2024), dispõe sobre a regulamentação do ensino semipresencial nas licenciaturas; a definição da distribuição das cargas horárias das atividades presenciais e das atividades síncronas mediadas nos cursos ofertados nos formatos presencial e semipresencial; como a possibilidade de inclusão de atividades síncronas mediadas na carga horária nos núcleo III e IV (ver o documento disposto nas referências) ; como a realização da extensão fora do ambiente escolar; como o início do Estágio Curricular Supervisionado a partir do segundo semestre do curso; e para tudo isso funcionar tem a prorrogação do prazo para a implementação da referida Resolução. Nesse sentido, observamos que, para as IES que oferecem os cursos até o momento, de forma EaD, não vão querer mudar radicalmente toda a sua estrutura para poder se adequar a Resolução. Então esse Decreto vindo ao encontro a essas IES que são grandes conglomerados educacionais, acaba flexibilizando para o formato semipresencial os cursos que deveriam ser 100% presencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se notarmos, o próprio documento mostra, implicitamente que, mesmo os cursos presenciais passou a adotar estratégias da educação a distância com o uso de materiais gravados, com palestras proferidas por candidatos por meio de videoconferência e mesmo com o uso de materiais didático com atividades assíncronas. Há uma tendência geral de se utilizar as atividades presenciais mais concentradamente em seminários e atividades práticas, ampliando-se o uso de conteúdos gravados e atividades assíncronas em aulas tradicionalmente expositivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC) que é o Órgão do Ministério da Educação que credencia instituições e autoriza cursos de graduação e pós-graduação no Brasil, para manter a coerência do que vem ocorrendo com os cursos presenciais, parece pertinente que a proposta de uma porcentagem de 40% (1.280h) para atividades síncronas ou assíncronas; 20% (640h) para atividades síncronas mediadas e 40% (1.280hs) para as atividades presencias, se encaixariam e resolveriam os problemas de adaptação dos cursos oferecidos pelas IES. Nesse sentido a proposta traz, de fato, uma regulamentação mais completa e apropriada às licenciaturas da forma de oferta semipresencial, já criada pelo decreto 12.456, que passa a substituir a “modadlidade EaD”, agora proibida para esses cursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A quem eles querem enganar? Pois o que era para limitar, ampliou-se, pois se revela que o que antes era especificidade dos cursos a distância, passa a compor com os formatos presencias e semipresenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da base legal ser fundamentada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional &#8211; LDB &#8211; Lei nº 9.394/1996 (Brasil, 1996), especificamente no Artigo 80, que incentiva o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância em todos os níveis, o problema para os(as|) professores(as) de Arte, com todas essas leis, a sua formação ainda continua com deficiências no que se compõe o pensar a prática (práxis) formativa, tão importante essa específica&nbsp; formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desses acontecimentos e evidencias é urgente perguntar: Qual poderia ser o nosso posicionamento sobre os impactos do Marco regulatório, via Decreto e Portaria nas alterações da Resolução 4/2024? Por isso é urgente que, nós pesquisadores e profissionais da educação nos debrucemos sobre as possíveis fissuras que esse sistema neoliberal vem devastando em relação à educação, mas não só, para podermos continuar nossa luta pela transformação por meio da arte!!!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, 1996 <strong>LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996</strong> (LDB) Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm</a>&nbsp; Último acesso em: 17/03/2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, 2024. &nbsp;<strong>RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 4, DE 29 DE MAIO DE 2024</strong>. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura). Disponível em: <a href="https://portal.mec.gov.br/docman/junho-2024/258171-rcp004-24/file">https://portal.mec.gov.br/docman/junho-2024/258171-rcp004-24/file</a> Último acesso em: 17/03/2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, 2025. <strong>DECRETO Nº 12.456, DE 19 DE MAIO DE 2025</strong>. &nbsp; Dispõe sobre a oferta de educação a distância por instituições de educação superior em cursos de graduação e altera o Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior e dos cursos superiores de graduação e de pós-graduação no sistema federal de ensino. Disponível em: &nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/d12456.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/d12456.htm</a> Último acesso em: 17/03/2026.</p>


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