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	<description>A Organização Paulista de Arte Educação - OPAE, representa um conjunto de educadores e educadoras de arte de São Paulo que desempenham um papel político crucial ao apoiar, defender, aprimorar, promover, incentivar e desenvolver o ensino e a aprendizagem artística no Estado de São Paulo. A OPAE é afiliada à Federação de Arte/Educadores do Brasil - FAEB.</description>
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		<title>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia.</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:44:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia. Roberta Jorge Luz Antes de aprender a tocar um instrumento ou cantar uma canção, é preciso desenvolver algo fundamental: a escuta. Foi a partir dessa premissa que o professor de Arte,&#160; Fernando José da Silva, da Escola Estadual Aggêo Pereira do Amaral- Sorocaba-SP, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Roberta Jorge Luz</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de aprender a tocar um instrumento ou cantar uma canção, é preciso desenvolver algo fundamental: a escuta. Foi a partir dessa premissa que o professor de Arte,&nbsp; Fernando José da Silva, da Escola Estadual Aggêo Pereira do Amaral- Sorocaba-SP, desenvolveu uma experiência pedagógica criativa e sensível que transformou os sons do cotidiano escolar em matéria-prima para a aprendizagem artística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arte-educador formado em Teatro Arte-Educação pela Universidade de Sorocaba (Uniso), Fernando atua há 19 anos na rede estadual paulista e há seis anos integra a equipe da EE Aggêo Pereira do Amaral. Reconhecido pelos estudantes também por seu personagem “Paçoquinha”, o professor busca aproximar os conteúdos artísticos do universo lúdico e da experiência sensorial dos alunos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho foi desenvolvido com turmas de 6º ano do Ensino Fundamental &#8211; Anos Finais (EFAF) durante as aulas de Música. Inicialmente, os estudantes exploraram conceitos como sons graves e agudos, paisagem sonora e a diferença entre ouvir e escutar. Em uma das atividades, a turma percorreu diferentes espaços da escola registrando os sons percebidos em cada ambiente. Depois, os estudantes foram convidados a representar graficamente essas sonoridades por meio do desenho, transformando ruídos, vozes, silêncios e movimentos em imagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta ganhou novas camadas quando os estudantes conheceram a obra do artista russo Wassily Kandinsky, que associava sons, cores e formas em suas criações. Inspirados por essa relação entre música e imagem, os alunos participaram de uma experiência no pátio da escola, ouvindo uma peça de música clássica e traduzindo suas percepções em cores, linhas e composições visuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi nesse contexto que nasceu o personagem Palhaço Harmonia, criado pelo próprio professor como estratégia de mediação artística. Com uma linguagem inventada — a “blablação” —, o personagem interagia com os estudantes por meio de gestos, expressões corporais, sons e músicas de ciranda. Em determinados momentos, permanecia imóvel como uma estátua, representando o silêncio; em outros, estabelecia contato com os alunos ao acionar um círculo vermelho presente em seu cartaz. A experiência provocava curiosidade, participação e reflexão sobre a comunicação para além das palavras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, o trabalho foi compartilhado também com os estudantes dos 7º anos (EFAF), que discutiram o processo de construção do personagem e aprofundaram os conceitos de paisagem sonora, percepção auditiva e escuta consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Fernando, o principal objetivo da proposta foi desenvolver nos estudantes uma percepção mais atenta dos sons que os cercam, ajudando-os a compreender que ouvir é um ato fisiológico, enquanto escutar envolve intenção, atenção e interpretação. Mais do que um conteúdo musical, a atividade tornou-se uma oportunidade de sensibilização artística e de ampliação do olhar sobre o cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência demonstra como a arte na escola pode mobilizar imaginação, ludicidade e reflexão crítica, transformando conceitos abstratos em vivências significativas. Ao convidar os estudantes a escutarem o ambiente escolar de maneira diferente, o professor Fernando abriu caminhos para que descobrissem que a arte também está presente nos sons mais simples do dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempos marcados pelo excesso de informações e estímulos digitais, iniciativas como essa nos lembram que o ensino de Arte na escola continua sendo um espaço privilegiado para cultivar a sensibilidade, a criatividade e a capacidade de escutar o mundo com mais atenção.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagens 1 e 2: Registrando sons do cotidiano (fotografia de Fernando José da Silva)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4155" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-768x1024.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-225x300.jpeg 225w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-1152x1536.jpeg 1152w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12-600x800.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-12.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 3: Cartazes para mediação da proposta (fotografia de Fernando José da Silva)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4158" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-768x1024.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-225x300.jpeg 225w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-1152x1536.jpeg 1152w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15-600x800.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-15.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagens 4 e 5 : O palhaço Harmonia atuando durante a aula (Fotografia de Fernando José da Silva)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A Escola que Escutava o Vento: Experiências Sonoras com o Palhaço Harmonia.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 22:16:27 +0000</pubDate>
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		<title>Ziraldo, formas e descobertas: Onde as cores e os sons encontram a imaginação da criança.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 22:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roberta Jorge Luz A arte tem o poder de transformar leituras em experiências, ideias em formas e sentimentos em criações. Foi a partir desse princípio que a professora Marisa Lopes da Fonseca desenvolveu um projeto de Artes Visuais com estudantes do Ensino Fundamental – Anos Iniciais (EFAI) da EE Marina Grohmann Soares Fernandes, em Sorocaba [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Roberta Jorge Luz</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arte tem o poder de transformar leituras em experiências, ideias em formas e sentimentos em criações. Foi a partir desse princípio que a professora Marisa Lopes da Fonseca desenvolveu um projeto de Artes Visuais com estudantes do Ensino Fundamental – Anos Iniciais (EFAI) da EE Marina Grohmann Soares Fernandes, em Sorocaba (SP), mobilizando a criatividade, a expressão e o protagonismo infantil por meio de diferentes linguagens artísticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Integrando as atividades da escola em torno de duas obras do escritor e ilustrador brasileiro Ziraldo, os alunos tiveram contato com o livro <em>Flicts</em>, uma narrativa sensível que aborda temas como identidade, pertencimento e singularidade por meio das cores. A leitura serviu como ponto de partida para reflexões e experimentações artísticas que dialogam com o universo visual presente na obra. E também com o livro Almanaque Maluquinho: O som da turma, integrando o projeto com os conhecimentos relacionados com a linguagem musical, conteúdo presente no currículo escolar daquele bimestre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o desenvolvimento do projeto, a professora trabalhou conceitos fundamentais das Artes Visuais, apresentando aos estudantes os elementos visuais, como cores e formas, além de discutir diferentes linguagens artísticas, entre elas a escultura e a colagem. A partir dessas referências, os estudantes foram convidados a criar produções autorais utilizando papelão, papéis coloridos e outros materiais acessíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As propostas permitiram múltiplas possibilidades de criação. Alguns estudantes produziram esculturas em papelão, explorando volumes, formas e combinações cromáticas; outros optaram por cartazes, colagens e faixas, construindo composições visuais que expressavam suas ideias, percepções e sentimentos. Mais do que reproduzir modelos, cada estudante foi incentivado a criar algo próprio, exercitando a imaginação e a capacidade de comunicar pensamentos por meio da arte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos mais significativos do projeto foi o momento de socialização das produções. Após concluírem seus trabalhos, os alunos apresentaram suas criações para os colegas de sala, compartilhando os processos de elaboração, as escolhas de cores e formas e os significados atribuídos às obras. Esse momento de escuta e diálogo ampliou a compreensão sobre as diferentes maneiras de perceber e representar o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as muitas experiências vividas, chamou a atenção a satisfação de um estudante que, ao apresentar os bonecos que havia criado, demonstrou grande orgulho não apenas pelo resultado alcançado, mas também pelo reconhecimento recebido dos colegas e da professora. Situações como essa evidenciam o papel da arte na construção da autoestima, da confiança e do sentimento de pertencimento ao espaço escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto terá seu encerramento com uma mostra aberta à comunidade escolar, em que cartazes, colagens, esculturas e outras produções serão expostos para apreciação de toda a escola. A exposição representa não apenas a culminância de um processo criativo, mas também a valorização das vozes, ideias e sensibilidades dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Experiências como essa reafirmam a potência do ensino de Arte na escola como espaço de criação, reflexão e expressão. Ao transformar cores, formas e materiais simples em narrativas visuais carregadas de significado, a professora Marisa Lopes da Fonseca demonstra como a arte na escola pode&nbsp; fortalecer o protagonismo estudantil, tornando visível aquilo que cada estudante tem de único para comunicar ao mundo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4144" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-6.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4142" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-4.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagens 1 e 2: Experiências de Mediação de Leitura (fotografias de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4141" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 3: Criação da estudante Teté: Uma super heroína que resolve traquinagens escolares. (Fotografias de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-4140" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1024x768.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-300x225.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-768x576.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-1536x1152.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2-600x450.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-2.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 4: Flicts-Atividade Inclusiva Adaptada (Fotografia de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4139" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-768x1024.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-225x300.jpeg 225w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-1152x1536.jpeg 1152w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-600x800.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 5: Estudante apresentando para a sala sua criação musical e seu desenho (Fotografia de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4143" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-5.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 6: Colagem de Experiências: Leituras, Sons e Imaginários em Movimento (autoria da colagem e fotografias de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4145" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-7.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 7: Produções artísticas cores e formas (colagem produzida pela professora marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-1024x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-4146" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-1024x1024.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-300x300.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-150x150.jpeg 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-768x768.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-1536x1536.jpeg 1536w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-600x600.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8-100x100.jpeg 100w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-8.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 8: Produção de Esculturas: Cores e Formas (Colagem de fotografias produzida pela professora Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="857" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1024x857.jpeg" alt="" class="wp-image-4138" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1024x857.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-300x251.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-768x643.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-600x502.jpeg 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image.jpeg 1179w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imagem 9: Desenho de estudante “A loja do Mestre André”, baseado no livro: O som da turma de Ziraldo ( Fotografia de Marisa Lopes da Fonseca)</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1179" height="987" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image.jpeg" alt="" class="wp-image-4138" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image.jpeg 1179w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-300x251.jpeg 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1024x857.jpeg 1024w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-768x643.jpeg 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-600x502.jpeg 600w" sizes="(max-width: 1179px) 100vw, 1179px" /></figure>
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		<title>Chagas e Mazelas, o projeto que une Arte e educação antirracista desenvolvido com estudantes e professores das escolas públicas de Sorocaba.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 02:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>O que o Novo Marco Regulatório do EAD (Decreto nº 12.456/2025) influencia na formação dos(as) professores(as) de Arte?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 19:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que o Novo Marco Regulatório do EAD (Decreto nº 12.456/2025) influencia na formação dos(as) professores(as) de Arte? Profª Drª Ana Marcia Akaui Moreira Pós-Doutoranda do IA-UNESP Membro da diretoria da OPAE &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Se partirmos da ideia de que o conhecimento é o meio para chegar a uma comunicação emancipada do sujeito social, por direito, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que o Novo Marco Regulatório do EAD (Decreto nº 12.456/2025) influencia na formação dos(as) professores(as) de Arte?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Profª Drª Ana Marcia Akaui Moreira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pós-Doutoranda do IA-UNESP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Membro da diretoria da OPAE</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se partirmos da ideia de que o conhecimento é o meio para chegar a uma comunicação emancipada do sujeito social, por direito, tendo como princípio o desenvolvimento das sensibilidades que envolve a expressividade e a criatividade, podemos afirmar então que, a formação do professor de arte&nbsp;é fundamental para a educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos destacar nesse processo o desenvolvimento dopensamento crítico, na qual&nbsp;o(a) professor(a) formado saiba utilizar dos recursos que as artes oferecem, fazendo com que os estudantes possam analisar, transformando a si e ao seu redor,&nbsp;refletindo&nbsp;sobre as diferentes culturas e os diversos contextos históricos que nos formam humanos. Portanto esse docente, atuando na educação básica se torna responsável por expandir a sensibilidade visual, tátil, olfativa e corporal do estudante, para que ele possa ter uma melhor compreensão da &#8220;leitura de mundo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que essa formação seja eficiente o discente das licenciaturas em Arte tem que experienciar suas práticas, se envolver com os materiais e ambientes apropriados, participar da sociabilização que se promove com a presencialidade e o contato com seus pares, entendendo o contexto em que está inserido e como pode e/ou poderá trabalhar o desenvolvimento dessas sensibilidades em sala de aula contando e sentindo a diversidade dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, atualmente, estamos enfrentando o avanço incontrolável dos cursos a Distância (EaD), principalmente as Licenciaturas em geral, e de Arte especificamente, que pode estar tirando a maior parte desse desenvolvimento e o convívio presencial, já supracitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo, mostramos a seguir, os últimos dados coletados de 2024 da plataforma INEP/CENSUP (recorte da pesquisa de pós-doutoramento da pesquisadora) sobre o as Licenciaturas em Arte (visuais, Música, Dança e Teatro) no Estado de São Paulo:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quadro 01 &#8211; 2024 &#8211; cursos: modalidade presencial e EaD</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td rowspan="2">Licenciatura</td><td colspan="2"><strong>ARTES VISUAIS</strong></td><td colspan="2"><strong>MÚSICA</strong></td><td colspan="2"><strong>DANÇA</strong></td><td colspan="2"><strong>TEATRO</strong></td><td colspan="2"><strong>TOTAL</strong></td></tr><tr><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td><td><strong>Pres.</strong></td><td><strong>EaD</strong></td></tr><tr><td>Curso</td><td>15</td><td>575</td><td>11</td><td>228</td><td>4</td><td>70</td><td>6</td><td>68</td><td>39</td><td>846</td></tr><tr><td>Vaga</td><td>1.304</td><td>&#8211;</td><td>1.193</td><td>&#8211;</td><td>202</td><td>&#8211;</td><td>493</td><td>&#8211;</td><td>2.964</td><td>&#8211;</td></tr><tr><td>Inscrito</td><td>967</td><td>&#8211;</td><td>1.010</td><td>&#8211;</td><td>280</td><td>&#8211;</td><td>472</td><td>&#8211;</td><td>2.885</td><td>&#8211;</td></tr><tr><td>Ingressante</td><td>311</td><td>3.452</td><td>139</td><td>1.239</td><td>77</td><td>218</td><td>202</td><td>257</td><td>932</td><td>5.290</td></tr><tr><td>Matrícula</td><td>1.007</td><td>3.930</td><td>456</td><td>1.742</td><td>208</td><td>235</td><td>549</td><td>283</td><td>2.306</td><td>6.876</td></tr><tr><td>Concluinte</td><td>158</td><td>848</td><td>66</td><td>146</td><td>39</td><td>5</td><td>83</td><td>44</td><td>451</td><td>1.045</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: elaboração própria (último censo do Inep/Censup, 2024) Disponível em: <a href="https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-da-educacao-superior/resultados">https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-da-educacao-superior/resultados</a> Acesso em: 12/03/2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazendo uma Leitura flutuante, podemos perceber que o número de cursos em EaD aumentou exponencialmente mais que 400% nas licenciaturas em Artes Visuais. Quanto às vagas, as Licenciaturas em EaD não são disponibilizadas pelo INEP/CENSUP (Brasil, 2026), porque se concentram em uma única sede, distribuídas para os polos, implantados nos municípios (exemplo é a UNIP que oferece para todo o Brasil, nos cursos de Artes Visuais, 75.000 vagas).&nbsp;&nbsp; O número de ingressantes nos cursos em EaD também é alto diante da modalidade presencial, assim como as matrículas e concluintes. Isso nos mostra que os cursos em EaD estão imperando no Estado de São Paulo, mas não só, em detrimento dos cursos presenciais que estão a cada ano diminuindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse exacerbado aumento, em maio de 2025, o governo federal estabeleceu novas regras, instituídas pelo Decreto nº 12.456/2025 (Brasil, 2025), que dispõe sobre a oferta de educação a distância (EaD) por Instituições de Ensino Superior em cursos de graduação e pós-graduação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os formatos de oferta dos cursos de graduação, no Art. 3º do documento (Brasil, 2025), considera-se:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &#8211; <strong>educação a distância</strong> &#8211; processo de ensino e aprendizagem, síncrono ou assíncrono, realizado por meio do uso de tecnologias de informação e comunicação, no qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares ou tempos diversos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &#8211; <strong>atividade presencial</strong> &#8211; atividade formativa realizada com a participação do estudante e do docente ou de outro responsável pela atividade formativa em lugar e tempo coincidentes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; III &#8211; <strong>atividade síncrona</strong> &#8211; atividade de educação a distância realizada com recursos de áudio e vídeo, na qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares diversos e tempo coincidente;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IV &#8211; <strong>atividade síncrona mediada </strong>&#8211; atividade síncrona realizada com participação de grupo de, no máximo, setenta estudantes por docente ou mediador pedagógico e controle de frequência dos estudantes;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V &#8211; <strong>atividade assíncrona</strong> &#8211; atividade de educação a distância na qual o estudante e o docente ou outro responsável pela atividade formativa estejam em lugares e tempos diversos;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos formatos dos cursos de graduação, essa oferta (Art. 4º) será distribuída da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;I – os cursos de forma presencial deverão ofertar 70% de sua carga horária total por meio de atividades presenciais; a inclusão da carga horária a distância nos cursos presenciais será realizada por meio de atividades síncronas e assíncronas (previsto no Projeto Político de Curso &#8211; PPC) mas, o ato do Ministro de Estado da Educação disporá sobre a inclusão ou não da carga horária, na modalidade EaD, dos cursos presenciais;</p>



<p class="wp-block-paragraph">II – os cursos semipresenciais deverão ofertar no mínimo 30% da carga horária total por meio de atividades presenciais e 20% da carga total em atividades presenciais ou síncronas mediadas, com 70 alunos (no máximo) por docente ou mediador pedagógico;</p>



<p class="wp-block-paragraph">III- Para os cursos a distância serão 10% da carga total em atividades presenciais e 10% em atividades presenciais ou síncronas mediadas; assim que estão funcionando a maioria das licenciaturas em Arte atualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo o Art. 9 é vedada a oferta de cursos de graduação a distância para as licenciaturas, assim como outros cursos que trabalham na área de humanas, porém no artigo 7º (do mesmo documento) podem ser ofertadas no formato semipresencial com 30% de atividades presencias e 20% de atividades presencias e síncronas mediadas os curso de bacharelado e licenciatura da área da educação. Então entendemos que, pelo decreto, para as licenciaturas as IES ofertarão o curso presencial com (70% / 30%) ou cursos semipresenciais (30% / 20%) pois, ao impedir o curso a distância para as Licenciaturas, acaba criando um novo formato que é o semipresencial e a partir disso admite percentuais de não presencialidade, tão importante para esses cursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de alteração da Resolução nº4/2024 (Brasil, 2024), dispõe sobre a regulamentação do ensino semipresencial nas licenciaturas; a definição da distribuição das cargas horárias das atividades presenciais e das atividades síncronas mediadas nos cursos ofertados nos formatos presencial e semipresencial; como a possibilidade de inclusão de atividades síncronas mediadas na carga horária nos núcleo III e IV (ver o documento disposto nas referências) ; como a realização da extensão fora do ambiente escolar; como o início do Estágio Curricular Supervisionado a partir do segundo semestre do curso; e para tudo isso funcionar tem a prorrogação do prazo para a implementação da referida Resolução. Nesse sentido, observamos que, para as IES que oferecem os cursos até o momento, de forma EaD, não vão querer mudar radicalmente toda a sua estrutura para poder se adequar a Resolução. Então esse Decreto vindo ao encontro a essas IES que são grandes conglomerados educacionais, acaba flexibilizando para o formato semipresencial os cursos que deveriam ser 100% presencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se notarmos, o próprio documento mostra, implicitamente que, mesmo os cursos presenciais passou a adotar estratégias da educação a distância com o uso de materiais gravados, com palestras proferidas por candidatos por meio de videoconferência e mesmo com o uso de materiais didático com atividades assíncronas. Há uma tendência geral de se utilizar as atividades presenciais mais concentradamente em seminários e atividades práticas, ampliando-se o uso de conteúdos gravados e atividades assíncronas em aulas tradicionalmente expositivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC) que é o Órgão do Ministério da Educação que credencia instituições e autoriza cursos de graduação e pós-graduação no Brasil, para manter a coerência do que vem ocorrendo com os cursos presenciais, parece pertinente que a proposta de uma porcentagem de 40% (1.280h) para atividades síncronas ou assíncronas; 20% (640h) para atividades síncronas mediadas e 40% (1.280hs) para as atividades presencias, se encaixariam e resolveriam os problemas de adaptação dos cursos oferecidos pelas IES. Nesse sentido a proposta traz, de fato, uma regulamentação mais completa e apropriada às licenciaturas da forma de oferta semipresencial, já criada pelo decreto 12.456, que passa a substituir a “modadlidade EaD”, agora proibida para esses cursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A quem eles querem enganar? Pois o que era para limitar, ampliou-se, pois se revela que o que antes era especificidade dos cursos a distância, passa a compor com os formatos presencias e semipresenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da base legal ser fundamentada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional &#8211; LDB &#8211; Lei nº 9.394/1996 (Brasil, 1996), especificamente no Artigo 80, que incentiva o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância em todos os níveis, o problema para os(as|) professores(as) de Arte, com todas essas leis, a sua formação ainda continua com deficiências no que se compõe o pensar a prática (práxis) formativa, tão importante essa específica&nbsp; formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desses acontecimentos e evidencias é urgente perguntar: Qual poderia ser o nosso posicionamento sobre os impactos do Marco regulatório, via Decreto e Portaria nas alterações da Resolução 4/2024? Por isso é urgente que, nós pesquisadores e profissionais da educação nos debrucemos sobre as possíveis fissuras que esse sistema neoliberal vem devastando em relação à educação, mas não só, para podermos continuar nossa luta pela transformação por meio da arte!!!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, 1996 <strong>LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996</strong> (LDB) Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm</a>&nbsp; Último acesso em: 17/03/2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, 2024. &nbsp;<strong>RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 4, DE 29 DE MAIO DE 2024</strong>. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura). Disponível em: <a href="https://portal.mec.gov.br/docman/junho-2024/258171-rcp004-24/file">https://portal.mec.gov.br/docman/junho-2024/258171-rcp004-24/file</a> Último acesso em: 17/03/2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASIL, 2025. <strong>DECRETO Nº 12.456, DE 19 DE MAIO DE 2025</strong>. &nbsp; Dispõe sobre a oferta de educação a distância por instituições de educação superior em cursos de graduação e altera o Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017, que dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior e dos cursos superiores de graduação e de pós-graduação no sistema federal de ensino. Disponível em: &nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/d12456.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/d12456.htm</a> Último acesso em: 17/03/2026.</p>


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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 00:14:21 +0000</pubDate>
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