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	<title>Arquivo de Ensinando Arte - OPAE</title>
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	<description>A Organização Paulista de Arte Educação - OPAE, representa um conjunto de educadores e educadoras de arte de São Paulo que desempenham um papel político crucial ao apoiar, defender, aprimorar, promover, incentivar e desenvolver o ensino e a aprendizagem artística no Estado de São Paulo. A OPAE é afiliada à Federação de Arte/Educadores do Brasil - FAEB.</description>
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	<title>Arquivo de Ensinando Arte - OPAE</title>
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		<title>Projeto “Jardim do Tio Frans”</title>
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		<pubDate>Wed, 03 May 2023 00:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensinando Arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guto Carvalho[1] &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; 02 de fevereiro de 2022. Dia da minha efetivação como Professor de Arte no município de Pilar do Sul, uma cidadezinha de aproximadamente 30 mil habitantes, a 150 quilômetros da cidade de São Paulo. 03 de fevereiro, Auditório da Secretaria Municipal de Educação, fui chamado pela secretária Vera Lúcia, para escolher minhas [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-right"><img decoding="async" class="wp-image-2338" style="width: 150px;" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2023/05/guto.jpg" alt=""><br>Guto Carvalho<a id="_ftnref1" href="#_ftn1">[1]</a></p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 02 de fevereiro de 2022. Dia da minha efetivação como Professor de Arte no município de Pilar do Sul, uma cidadezinha de aproximadamente 30 mil habitantes, a 150 quilômetros da cidade de São Paulo. 03 de fevereiro, Auditório da Secretaria Municipal de Educação, fui chamado pela secretária Vera Lúcia, para escolher minhas aulas. Fui aplaudido pela equipe da secretaria e por parte dos colegas professores presentes naquela sessão de atribuição. Fico emocionado e um breve filme passa em minha cabeça. Acredito que essas palmas tenham sido em reconhecimento a longa caminhada artística que venho construindo através dos anos em minha cidade, e pela certa alegria por parte das pessoas presentes em receber mais um professor na rede pública de educação.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Começo esse relato de aulas, não me colocando em evidência para me promover, mas para contar para você que está lendo esse artigo, que eu desejei muito estar no lugar onde estou. Que eu desejei por muitos anos ser Professor de Arte efetivo na minha cidade. Fiquei alguns anos lecionando como categoria “O” em algumas escolas estaduais da região, depois fui gestor de cultura aqui, depois me efetivei como professor de arte numa cidade vizinha e por lá fiquei durante quatro anos, sempre aguardando um próximo concurso na cidadezinha de “Pilarzim” como a chamo carinhosamente. Vale ressaltar que desde sempre resido nessa cidade, mesmo quando trabalhei em outros municípios. E que há 12 anos sou professor de um colégio particular daqui. Mas não bastava, eu era feliz mas não por completo. Precisava fazer parte do quadro de funcionários públicos, e poder lecionar nas&nbsp; escolas na qual fui formado. Era uma questão de honra. Aos 31 anos,&nbsp; consegui esse feito. Assumi meu cargo na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Tempo Integral “Maria Aparecida Perches”. Aqui, nosso público de estudantes é dos anos iniciais, ou seja, do 1° e 2°anos do Ensino Fundamental. Eles entram às 8h da manhã na escola e nela permanecem até as 16h. São crianças cheias de energia, criatividade, muita espontaneidade e grandes possibilidades de simbolizar e ressignificar.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Depois de ter iniciado meu trabalho, efetivamente na sala de aula, e após ter passado alguns meses, me adaptando à nova rotina e à nova escola, pude identificar suas potências e suas dificuldades. No que tange diretamente às aulas de Arte (do currículo regular) e as aulas de Linguagem e Expressão Artística ( que faz parte da matriz da escola integral municipal), pude perceber uma dificuldade em ter acesso fácil a materiais de qualidade, em abundância e com variedade. Dito isso, preciso ressaltar que nesse período, eu estava participando como aluno do curso “Arte na BNCC” do Instituto Arte na Escola, peça fundamental no projeto que relatarei a partir do próximo parágrafo.&nbsp; O curso foi fundamental para me auxiliar nas dificuldades encontradas em propor aulas de arte a partir das hoje exigidas “habilidades” que a Base Nacional Comum Curricular trás. Mas, mais do que isso,melhor do que isso, o curso, apresentando procedimentos e artistas, evidencia a proposição de aulas a partir de materiais não-convencionais, a partir dele, reafirmo o quanto uma aula de arte deve ser não-convencional. Como diz Gandhy Piorski em seu livro “Brinquedos do chão -a natureza, o imaginário e o brincar“, que coroou as ideias e proposições para as aulas de arte:&nbsp;&nbsp; <em>“O mundo material tem repercussão direta no mundo simbólico. Um se comunica com o outro. A materialidade do brincar é do campo das significâncias da alma.”</em></p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A partir desse pensamento de materialidades não-convencionais, propus às crianças que explorássemos com mais frequência os outros espaços da escola. O jardim, o pátio, a quadra poliesportiva municipal que fica em frente ao portão da escola. Nessa proposta, fomos juntos, descobrindo materiais encontrados no parque e no jardim.&nbsp; Folhas de árvores, gravetos, galhos de árvores podadas, terra. Paralelamente a essa investigação, apresentei às crianças o artista polonês, naturalizado no Brasil, Frans Krajecberg.&nbsp; Mostrei fotos e vídeos de suas obras e de sua vida, e músicas criadas em sua homenagem. É&nbsp; necessário ressaltar que nesses espaços de exposição sobre a vida e obra do artista, as crianças ficavam maravilhadas e apaixonadas por suas criações, pois se destacavam na ressignificação de elementos da natureza, na dimensão das obras construídas, na ação ambiental envolvida e principalmente na casa/obra da árvore na qual morava. Era um fascínio total!</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seguimos, após o reconhecimento desse espaço que nos é&nbsp; concedido, explorando as materialidades encontradas. Juntávamos materiais orgânicos com materiais sintéticos (folhas e gravetos com tinta, gravetos com fitas, folhas e areia com cola, papel com pétalas e folhas), mas teve uma combinação material em especial que&nbsp; teve um destaque, a linha e os gravetos. Há na escola uma caixa com vários novelos de lãs e linhas, quase nunca utilizados. Quando apresentei aos pequenos exploradores a possibilidade de utilizar as linhas para criar uma outra possibilidade de composição, houve um estranhamento. Afinal, nunca&nbsp; tinham experimentado trabalhar com pedaços de madeira e linhas. Na cabecinha de algumas crianças, a linha era um material que a mãe e a avó utilizavam para costurar roupas. Nesse momento da investigação/proposição as crianças compreenderam que as criações não precisavam ser como elas sempre foram condicionadas a fazer, que a combinação de&nbsp;materiais poderia ser investigada e experienciada, principalmente com materialidades singulares, capazes de ganhar formas, texturas e composições variadas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem1.jpg" alt="" class="wp-image-2218"/></figure>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No decorrer das semanas, nossa sala de aula (aqui conseguimos ter uma sala física exclusiva para as aulas de Arte). Ela se tornou um verdadeiro ateliê vivo. Eram galhos, gravetos, folhas,&nbsp; troncos de árvores que brotavam das mais incríveis experiências dentro das possibilidades exploratórias que surgiam. A cada semana, os planos de aula se alteravam, pois novas possibilidades surgiam e algumas criações não davam tão certo como imaginávamos. O que era muito bacana. É importante destacar o fracasso em algumas atividades, pois isso mostra o caráter experimental fundamental de investigação permanente que acredito que as aulas de arte devem ter. Percebi que o fracasso nas aulas nos tiram da zona de conforto na qual muitos de nós arte-educadores nos colocamos, e ela faz com que as atividades e projetos venham a ser mais instigantes ainda. Dessa forma, o processo de criação e exploração é legitimado e se faz tão importante quando o resultado final.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem2.jpg" alt="" class="wp-image-2219"/></figure>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O processo de investigação foi acontecendo de forma orgânica, as crianças foram se habituando ao tratarem materialidades não-convencionais como parte fundamental no percurso criativo das aulas de arte. Os processos foram acontecendo e se fixando nas paredes, em cima dos armários. A partir dessas obras criadas coletivamente, tive a ideia de solicitar o saguão da Secretaria Municipal da Educação, que fica relativamente próximo à escola. Então, levei parte dos trabalhos para lá e montei uma exposição com as obras dos alunos. Ela ficou montada para visitação por 15 dias. Durante o tempo de exposição, levei todas as turmas da escola para visitar a exposição de suas obras. Muitos ficaram maravilhados por verem suas criações em um prédio grande, imponente, onde muitos alunos nunca nem sequer tinham entrado. Vale ressaltar, que nesse momento eu tive que selecionar parte dos trabalhos, pois o espaço expositivo tem um fluxo muito grande de pessoas, e acontecem vários eventos lá. Então selecionei alguns trabalhos que mostravam a variedade de procedimentos e cores criadas pelas crianças.</p>



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<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem5.jpg" alt="" class="wp-image-2222"/></figure>
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<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No meio desse percurso, descobri que estava em cartaz a exposição “Frans Krajcberg: Por uma arquitetura da natureza” no MUBE (Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia). Fui até lá, fiz uma visitação, gravei um vídeo entre algumas obras do artista e exibi na escola para as crianças. Elas ficaram maravilhadas. Alguns me pediram até para levá-los visitar a exposição, o que era impossível naquele momento. Mas a partir de todo esse processo, na semana seguinte, um aluno em especial, o Murilo do então 1° ano A, me abordou na sala de aula e disse: “Professor, eu pedi para minha mãe me dar de presente de aniversário a visita na exposição do Frans Krajcberg em São Paulo. Talvez a minha tia vá me levar.” Eu fiquei muito impressionado com a fala dele. Meus olhos ficaram marejados. E pensei: como uma criança troca um brinquedo na data do seu aniversário por uma visita à uma exposição artística? Talvez aí resida o poder da arte. Se passaram algumas semanas e no dia 10 de setembro de 2022, recebo uma foto na minha rede social. A mãe do Murilo me envia uma foto dele imerso nas obras de Krajcberg. E aquilo foi a coisa mais linda que me aconteceu naquele dia!</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem6.jpg" alt="" class="wp-image-2223"/><figcaption class="wp-element-caption"><em><em>(Murilo na Exposição. Foto cedida por Cíntia Nayara, mãe do Murilo.)</em><br></em></figcaption></figure>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desde que me conheço como professor, lembro de ter ouvido que “se tocarmos um aluno que seja, nossa tarefa diária estaria no caminho certo”. Acredito que com essas aulas, o processo de criação artística e as obras do Frans, conseguiram me tocar e tocar tantas outras crianças. Quem dera se todas pudessem ter a oportunidade que o Murilo teve e continuar a fruição e a estesia fora da sala de aula, compreendendo suas possibilidades de uma extensão artística. Isso me deixou tocado e me faz pensar todos os dias: Quais políticas públicas estamos pensando para fomentar possibilidades diversas às nossas crianças e adolescentes? Hoje sigo acreditando que pequenas proposituras na sala de aula podem ganhar grandes dimensões. Basta acreditarmos genuinamente no potencial das crianças. Com toda a certeza, em algum momento, seremos surpreendidos.</p>



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<p><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Arte Educador. Professor artista</p>
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		<title>Luto na educação, diariamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 18:11:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ensinando Arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prof. Luis Alberto de Souza[1] A violência, contra nós professores, assume os mais diversos níveis. Desde a precarização das condições de trabalho, às exigências e intransigências dos sistemas educacionais ávidos por índices, para que possam ser apresentados à voracidade dos mercados financeiros, esmagando professores e alunos diariamente. Ou então, na miseribilizacão da profissão docente, quer [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-right"><img decoding="async" class="wp-image-1933" style="width: 150px;" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem7.png" alt=""><br>Prof. Luis Alberto de Souza<a id="_ftnref1" href="#_ftn1">[1]</a></p>



<p>A violência, contra nós professores, assume os mais diversos níveis. Desde a precarização das condições de trabalho, às exigências e intransigências dos sistemas educacionais ávidos por índices, para que possam ser apresentados à voracidade dos mercados financeiros, esmagando professores e alunos diariamente.</p>



<p>Ou então, na miseribilizacão da profissão docente, quer seja na recusa em pagar o piso salarial, que é o mínimo ou, a não correção dos salários de quem já está há anos da sua vida dedicando-se a esse ofício de ensino/aprendizagem.</p>



<p>Infelizmente, a professora Elisabeth Tenreiro é mais uma vítima dessa violência que surdamente invade as escolas e a educação, dessa vez atingindo o corpo, em seu grau máximo de expressão, ceifando- lhe a vida e as esperanças e cá estamos nos, de luto mais uma vez.</p>



<p>Quem não se lembra? No auge da pandemia, quantos colegas professores pereceram por falta de cuidado mínimo do poder público com suas vidas?  Quem não se lembra? Fomos juntamente com outras categorias de servidores públicos, os mais prejudicados por termos todos os nossos direitos extorquidos por uma política genocida e cruel, quando foi um dos períodos que mais se exigiu dos professores.</p>



<p>Todos os dias, meticulosamente, somos violentados nas salas de aulas Brasil afora e ao menor sinal de não cumprimento de índices absurdos, quem são os acusados? Sim, nós professores.</p>



<p>Ao longo do tempo, paulatinamente, fomos perdendo qualquer respeito ou prestígio social (se é que algum dia tivemos) somos achincalhados em stand-ups (inclusive muitos professores vão lá para rirem da própria desgraça, enquanto o outro ganha dinheiro com isso) ou por influencers famintos por likes e holofotes, os quais hoje, já se somam quatro vezes mais o número de professores, no Brasil.</p>



<p>Diante de toda essa violência e barbárie, que encontra o corpo de uma colega que se dedicou a vida toda, a violência contra o corpo de um professor ou professora não é algo isolado. Nós somos o mais longo braço do Estado e atingimos diariamente milhares, milhões de outros corpos e mentes e muitas vezes a violência que se quer impetrar contra o Estado, em resposta à violência que este produz e reproduz, mas é invisível aos olhos dos cidadãos, tem nos professores a sua personificação autoridade, de poder ilusório.</p>



<p>Diante da situação de violência extrema, surgem logo as pseudos soluções ou soluções fáceis, explorando o medo das pessoas e consolidando ainda mais o estado de violência e bradam &#8221; Mais polícias nas escolas!!!&#8221; &#8221; Mais seguranças armados!!!&#8221; &#8221; Detectores de metais&#8221;, como se isso resolvesse algo. A adoção dessas medidas é o prego final que faltava no caixão da educação, o lacre final o seu atestado de óbito e definitivamente o decreto da falência, não só dá educação, mas da própria sociedade.</p>



<p>Para finalizar, Paulo Freire sempre nos reconforta nessas horas difíceis e não nos deixa perder os objetivos:</p>



<p>&#8220;A educação por si só não transforma o mundo. A educação transforma as pessoas e as pessoas transformam o mundo&#8221;. Precisamos de uma educação que pense no ser humano e não em números.</p>



<p>                    Profa. Elisabeth Tenreiro descanse em paz, sua luta não será em vão e nós, continuaremos aqui lutando, diariamente.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Mestre em arte pela UNESP e Doutorando em Educação pela UNICAMP. Professor de Arte da rede estadual de ensino na cidade de São José dos Campos.</p>
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		<title>Ensaio sobre quase três aulas de fotografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2022 18:23:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensinando Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Sala de Aula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Camila Serino Lia[i] Sou arte/ educadora e, desde agosto deste ano, dou aulas complementares de fotografia, às sextas-feiras de manhã, em uma escola particular em Atibaia (São Paulo), para pequenas turmas de crianças entre 9 e 11 anos, que estão cursando 4º e 5º ano do Ensino Fundamental I. A aula acontece em um espaço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><br><img decoding="async" class="wp-image-1753" style="width: 150px;" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem2.png" alt=""></p>



<p class="has-text-align-right">Camila Serino Lia<a id="_ednref1" href="#_edn1">[i]</a></p>



<p>Sou arte/ educadora e, desde agosto deste ano, dou aulas complementares de fotografia, às sextas-feiras de manhã, em uma escola particular em Atibaia (São Paulo), para pequenas turmas de crianças entre 9 e 11 anos, que estão cursando 4º e 5º ano do Ensino Fundamental I. A aula acontece em um espaço chamado Floresta, que possui área ao ar livre, onde acontecem brincadeiras, e uma área coberta, onde acontecem as aulas de ioga, artes e matemática. É, portanto, na confluência das experiências nesse espaço que a aula acontece como aula de fotografar-brincar, fotografar-desenhar&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-a.jpg" alt="" class="wp-image-1722"/><figcaption>Registro de aula de fotografia. Escola Terra Brasil. agosto de 2022. Autoria: Camila Serino Lia.</figcaption></figure>



<p>Neste relato para a Organização Paulista de Arte Educação (OPAE) apresento um pequeno ensaio visual que registra o processo de criação, investigação e reflexão das minhas primeiras propostas com esse grupo. As imagens, captadas com câmera de celular, foram produzidas para documentar as aulas e são de minha autoria.</p>



<p>A ideia é a de que estudantes desenvolvam um percurso de criação individual e coletivo, por meio da linguagem da fotografia. &nbsp;Compreendo a <strong>fotografia como campo expandido de recepção e produção de imagens</strong> por diversidade de dispositivos de ver, captar, produzir, arquivar e partilhar imagens que vão além do equipamento fotográfico. Câmeras escuras ambulantes, lupas e binóculos são exemplos de recursos lúdicos que podem expandir as nossas experiências visuais e corporais.</p>



<p>&nbsp;Para a primeira aula, minha intenção foi dupla: &nbsp;perceber a relação das crianças com três dispositivos de ver (uma câmera escura ambulante<a id="_ednref1" href="#_edn1">[ii]</a>, uma câmera fotográfica analógica e um celular) e sondar temas que elas tinham interesse em fotografar. Dessa aula, trago imagens do momento em que fiz um pedido a elas:<strong> que desenhassem algo que fosse misterioso e desafiante fotografar.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-b.jpg" alt="" class="wp-image-1723"/><figcaption>Registro de aula de fotografia. Escola Terra Brasil. agosto de 2022. Autoria: Camila Serino Lia.</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Levei pequenas caixinhas de fósforo forradas de papel preto para remeter a câmera fotográfica e sugeri às crianças que inserissem detalhes do corpo da câmera como o visor, a objetiva e alguns botões. A minha câmera analógica estava montada em um tripé ao lado da mesa onde elas desenhavam e acessível para quem quisesse observar seus detalhes mais de perto. Enquanto desenhava, uma das crianças disse que a sua câmera tinha botões como do <em>joystick</em> do videogame, e essa fala me fez imaginar possibilidades de <strong>intercâmbio entre dispositivos de ver, jogar e brincar</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-c.jpg" alt="" class="wp-image-1724"/><figcaption>Registro de aula de fotografia. Escola Terra Brasil. agosto de 2022. Autoria: Camila Serino Lia.</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Dentro de cada uma das caixinhas haviam pequenos papéis para desenhar. Minha intenção era aguçar o imaginário e abrir conversas sobre correspondências com a formação da imagem no interior da câmera escura e da analógica. As crianças envolveram-se com a proposta. Notei que era muito importante para elas falarem sobre os desenhos. Então, esse momento da aula foi significativo para o reconhecimento e a troca de ideias, percepções e imaginários. O que é misterioso? Uma casa antiga e abandonada! As estrelas, os planetas, as galáxias, o universo! O que é desafiante? Fotografar um passarinho bem de perto! Fazer uma imagem bonita e captar a beleza das árvores!</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-d-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-1725"/><figcaption>Registro de aula de fotografia. Escola Terra Brasil. agosto de 2022. Autoria: Camila Serino Lia.</figcaption></figure>



<p>Atibaia é uma cidade com áreas verdes extensas, mas que, nos últimos anos, tem sofrido com o acentuado processo de desmatamento e verticalização. Na escola, as crianças convivem com a natureza, sobem em árvores, colhem amoras, alimentam passarinhos, brincam na terra e também engajam-se em debates e movimentos que visam à preservação do meio ambiente. Recentemente, por exemplo, a escola foi palco da Virada Cultural intitulada Amazônia de Pé, que faz parte da “maior mobilização nacional pela proteção da Amazônia, do bioma e povos originários”. O evento foi realizado em setembro, na praça em frente à escola e em parceria com a ONG Simbiose Atibaia<a id="_ednref1" href="#_edn1">[iii]</a>. Nesse contexto, o desenho das crianças expressa temas e questões com os quais elas estão sensibilizadas, implicadas e engajadas.</p>



<p>No intervalo de uma aula e outra, eu precisava definir em <strong>qual ponto do meu planejamento eu pousaria a minha atenção e como o desenvolveria na aula seguinte a partir do que eu havia rastreado e coletado na aula anterior.<a id="_ednref2" href="#_edn2"><strong>[iv]</strong></a></strong> Os desenhos e as conversas com as crianças indicavam que elas estavam interessadas em assuntos de difícil apreensão ou captura visual, como um passarinho que poderia voar e escapar, a cor e a forma de um planeta invisível a olho nu, o interior de uma casa abandonada onde ninguém poderia entrar. Também mostravam interesse em produzir imagens de temas que expressam beleza, como as árvores, e provocam deslumbramento, como as estrelas no céu noturno.</p>



<p>Uma possibilidade seria explorar as objetivas da câmera fotográfica – grande angulares, normais e teleobjetivas – como <strong>modos de perceber o que está mais próximo e mais distante do nosso corpo</strong>. Como eu não tinha à disposição mais de uma câmera, entendi que poderia inventar algum recurso lúdico que promovesse esse tipo de experiência. Eu tinha alguns tubos de papelão em casa e intuía que eles poderiam servir para tal. Com a ajuda de um marceneiro, os tubos foram cortados com serra circular em diferentes comprimentos. Eu queria que a experiência das crianças fosse de <strong>brincar de ver de perto e de longe para começar a introduzir algumas noções como angulação do enquadramento da imagem</strong>. &nbsp;</p>



<p>Em casa, a minha filha, que é aluna da escola e participa das aulas, deu a ideia de pintarmos os tubos com tinta preta para que ficassem mais parecidos com a objetiva da câmera fotográfica. E então pensei: “que tal se essa pintura fosse feita pelas crianças, em vez de levar “tudo pronto” para a aula? Afinal, se estou propondo percursos de criação, essa seria uma oportunidade para engajá-las no processo de construção desses dispositivos de ver.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-e.jpg" alt="" class="wp-image-1726" width="772" height="476"/><figcaption>Registro de aula de fotografia. Escola Terra Brasil. agosto de 2022. Autoria: Camila Serino Lia.</figcaption></figure>



<p>Essa aula começou com uma conversa sobre os desenhos da aula anterior, sobre ver de perto e de longe e compartilhei uma curiosidade que eu tinha lido na <em>Folha de São Paulo</em> a respeito de uma imagem postada no Twitter por um cientista francês que se assemelhava ao desenho do planeta Marte feito por uma das estudantes. Minha intenção também foi instaurar espaço de interação do grupo e aquecimento de conversas e olhares em torno de imagens de natureza e suportes diversos nos momentos iniciais das aulas.</p>



<p>Depois fizemos alguns exercícios de movimentação da objetiva <em>zoom</em> da minha câmera fotográfica, a partir de um ponto de vista fixo, para que todos pudessem perceber com mais exatidão como enquadravam os elementos do espaço em frente até as laterais da visão e do corpo. Enquanto rodiziavam o uso da câmera, também experimentavam mais livremente olhar ao redor através dos tubos de papelão, e, assim, fomos conversando sobre o que enxergávamos com nossos olhos ou com olhos de peixe, de coruja, de águia&#8230;</p>



<p>Para terminar este relato, quero destacar duas palavras que fornecem pistas reflexivas sobre a metodologia que estou construindo nessas aulas de fotografia com esse grupo: <strong>também</strong> e <strong>enquanto</strong>.</p>



<p>Também é advérbio que indica:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>comparação e expressa condição de equivalência ou de similitude; da mesma forma;</li><li>inclusão; além disso, outrossim, da mesma forma.</li></ol>



<p>Pode também ter o sentido de acrescentar, incluir. E seus sinônimos são: além disso, ainda, mais, além do mais, ademais, inclusive, até, junto, juntamente, conjuntamente, outrossim.</p>



<p>Nessas aulas, fotografamos, desenhamos e pintamos. Desenho e pintura são, portanto, linguagens artísticas que podem ser trabalhadas conjuntamente nesse ateliê. <strong>Quando incluímos mais recursos para as crianças explorarem, expandimos as relações e as experiências delas com a cultura visual.</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-f.jpg" alt="" class="wp-image-1727"/><figcaption>Registro de aula de fotografia. Escola Terra Brasil. agosto de 2022. Autoria: Camila Serino Lia.</figcaption></figure>



<p>Enquanto passa a ideia de tempo, conformidade ou proporção. É conjunção que significa:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>sempre que; quando;</li><li>à medida que; à proporção que; ao passo que;</li><li>de certa maneira; como.</li></ol>



<p><strong>O ateliê é lugar do enquanto, do durante, do como</strong>. Ao mesmo tempo que fotografamos, conversamos e brincamos. Enquanto oriento uma etapa da aula, interajo com as crianças empenhadas com a pintura, ao mesmo tempo que escolho onde colocar os tubos carregados de tinta molhada para secar&#8230;&nbsp; E o tempo passou voando! Concluo com imagens de como a terceira aula começou, da esquerda para a direita, HOM, MLC, PWN e SCL<a id="_ednref1" href="#_edn1">[v]</a>, estudantes da Escola Terra Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-g.jpg" alt="" class="wp-image-1728"/><figcaption>Registro de aula de fotografia. Escola Terra Brasil. agosto de 2022. Autoria: Camila Serino Lia.</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a id="_edn1" href="#_ednref1">[i]</a> Doutoranda na área de Arte Educação no Instituto de Artes da Unesp (IA-UNESP/SP) que está concluindo uma pesquisa no campo da mediação cultural, onde também desenvolveu seu mestrado sob orientação da professora Rejane Galvão Coutinho. Atua com formação de arte/ educadores e professores de Arte, na docência na licenciatura em Artes Visuais, em cursos de educação a distância e em projetos educativos em instituições culturais. É apaixonada por desenho e a fotografia.</p>



<p><a id="_edn1" href="#_ednref1">[ii]</a> Sobre câmeras escuras, sugiro conhecer os trabalhos de Miguel Chikaoka e Dirceu Maués.</p>



<p><a id="_edn1" href="#_ednref1">[iii]</a> [iii] &nbsp;Fonte: <a href="https://www.instagram.com/p/Cih6tYeLXCH/">https://www.instagram.com/p/Cih6tYeLXCH/</a></p>



<p><a id="_edn2" href="#_ednref2">[iv]</a> Aqui faço referência as variedades de atenção do pesquisador cartógrafo durante o trabalho de campo – o rastreio, o toque, o pouso e o reconhecimento – propostas por Virgínia Kastrup em seu texto <em>O funcionamento da atenção do cartografo </em>no livro<em> Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade</em>, organizado por Eduardo Passos, Virgínia Kastrup e Liliana da Escócia (Porto Alegre: Sulina, 2015).</p>



<p><a id="_edn1" href="#_ednref1">[v]</a> Iniciais dos nomes e sobrenomes dos estudantes.</p>
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		<title>A aula mais linda da minha vida: Relato de uma experiência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 22:32:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensinando Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Sala de Aula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Elisângela de Freitas Mathias*Professora de Arte da rede Estadual de São Paulo há 20 anos Precisei de mais de quinze anos de exercício docente para perceber que o profissional atuante na escola pública estadual precisa de muitos exercícios de olhar[1] para enxergar possibilidades neste território. É preciso estar atento a tudo que nos cerca para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><img decoding="async" class="wp-image-1590" style="width: 150px;" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem2-1.png" alt=""><br>Elisângela de Freitas Mathias*<br>Professora de Arte da rede Estadual de São Paulo há 20 anos</p>



<p>          Precisei de mais de quinze anos de exercício docente para perceber que o profissional atuante na escola pública estadual precisa de muitos <em>exercícios de olhar<a id="_ftnref1" href="#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em> para enxergar possibilidades neste território. É preciso estar atento a tudo que nos cerca para darmos o oxigênio necessário às fagulhas criativas que surgem nas situações de aprendizagem entre os alunos. Uma das aulas mais lindas que ministrei em minha vida, aconteceu a partir de um lampejo percebido em meio a um cenário que, para muitos, era caótico. Foi numa aula de arte, no sétimo ano do Ensino Fundamental, cuja proposta era desenho de personagens em partes do próprio corpo e do corpo dos colegas, para que depois apresentassem uma dramatização a partir dos personagens criados. Esperei que os alunos se dividissem em grupos afins e dei um tempo para que criassem o desenho e a esquete, avisei que no final desse tempo eles iriam apresentar a produção para a sala.&nbsp; Não demorou muito para que a atmosfera da sala de aula anunciasse o que estaria por vir: alunos absorvidos em seus personagens, grupos trocando cenas entre si, improvisações inesquecíveis de alunos explorando partes do corpo, movimentos perambulantes de cooperação e ajuda entre eles, impessoais objetivos de aula sendo destituídos e postos à prova da humanidade emergente, a cada desenho, a cada riso e a cada auxílio de um para com o outro. Eu, neste revelar, me sentia cada vez menos professora para ser cada vez mais companheira dos alunos, uma aluna, atuando junto deles com os meus personagens desenhados em meu corpo, todos juntos, rindo, num clima único de fantasia, brincadeira e felicidade. Risos sinceros. Risos alegres. Risos festivos e entusiasmados. Um riso desarmado e solto. Um riso que ecoou em meu corpo, um tanto desacostumado a ouvir e praticar o riso em sala de aula. Um riso que me acordou da brutalidade velada desta educação pública vivida e amargamente experimentada. Ri tanto que chorei. Chorei por dentro, de felicidade. Aquela felicidade de quem encontrou o que não sabia o que procurava. Nesta aula vivenciei um momento inesquecível e percebi que o riso, o bom humor dentro de sala de aula é capaz de desarticular toda a sisudez reinante. O riso na sala de aula, quando trabalhado distante do escárnio e mais próximo da fantasia, tem o poder de ampliar olhares e percepções, favorecendo um aprendizado em Arte.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium is-resized"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-13-at-20.48.57-243x300.jpeg" alt="" class="wp-image-1592" width="243" height="300"/><figcaption>Desenho na sola do pé</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium is-resized"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-13-at-20.48.58-1-225x300.jpeg" alt="" class="wp-image-1593" width="225" height="300"/><figcaption>Desenho nas mãos</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium"><img decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-13-at-20.48.58-300x233.jpeg" alt="" class="wp-image-1594"/><figcaption>Desenho na Mão</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-medium is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-13-at-20.48.58-2-225x300.jpeg" alt="" class="wp-image-1595" width="225" height="300"/><figcaption>Desenho nos dedos</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p>*Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do CEART-UDESC em Florianópolis/SC. Mestra em Ensino de Artes, pelo PROF-ARTES, no Instituto de Artes da UNESP/São Paulo (2016-2018). Especialista em Linguagens da Arte pelo CEUMA-USP (2013). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Visuais pela UNESP/Bauru (2005), Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais pela UNESP/Marília (1999). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Plásticas, Arte Educação e Aprendizado do Desenho de Humor. É Professora da rede estadual do Estado de São Paulo na cidade de Piracicaba.<br><br><a id="_ftn1" href="#_ftnref1">[1]</a> Uma proposta de atividade do livro <em>O desenho que provoca o riso, </em>que consiste em criar possibilidades de o olhar ir além da visão real ao fixar os olhos em manchas do chão, de paredes e muros; em nós dos troncos das árvores e cercas de madeiras; em sombras projetadas, entre outras formas e tentar registrar o que se vê em desenho.</p>
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		<title>Relato de experiência com desenho de humor na escola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[opae]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 22:06:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensinando Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Sala de Aula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Elisângela de Freitas Mathias*Professora da rede Estadual de São Paulo há 20 anos Precedentes O meu interesse em desenho infantil surgiu, primeiramente, pela vivência escolar como professora de Arte e intensificou, mais tarde, quando me efetivei no cargo de professora de Arte na cidade de Piracicaba, passando a ter contato direto com o Salãozinho de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><img decoding="async" class="wp-image-1590" style="width: 150px;" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem2-1.png" alt=""><br>Elisângela de Freitas Mathias*<a href="#_ftn1" data-type="internal" data-id="#_ftn1"><br></a>Professora da rede Estadual de São Paulo há 20 anos</p>



<p><strong>Precedentes</strong></p>



<p>          O meu interesse em desenho infantil surgiu, primeiramente, pela vivência escolar como professora de Arte e intensificou, mais tarde, quando me efetivei no cargo de professora de Arte na cidade de Piracicaba, passando a ter contato direto com o Salãozinho de Humor de Piracicaba. O Salãozinho de Humor é um evento paralelo ao Salão Internacional de Humor de Piracicaba que visa o incentivo ao desenho de humor gráfico através da promoção de um concurso para crianças e adolescentes que participam com desenhos inéditos, de autoria própria, nas linguagens do cartum, charge, caricatura e tiras/HQs. A primeira visita que fiz ao Salãozinho de Humor de Piracicaba, em meados do ano de 2007, me impressionou imensamente. Percebi que a maioria dos desenhos expostos eram cópias ou decalques de personagens dos desenhos animados considerados engraçados pelos alunos. Personagens, como: Pato Donald, Pernalonga, Coiote, Frajola, Pateta, entre outros, representavam o desenho de humor da criança. Diante desta realidade, comecei certos questionamentos a respeito do desenho. Dá para ensinar desenho? Dá para aprender essa linguagem? E o desenho de humor? O que faz um desenho ser engraçado para a criança? Como aprender a desenhar uma coisa que provoca o riso? Aprendendo os códigos da linguagem do humor gráfico, ela pode ser criadora em potencial?</p>



<p>          Refletindo sobre isso, no ano de 2008, iniciei com os alunos um percurso criador pessoal cultivado pela produção cultural da cidade com foco no humor gráfico. Imaginei que poderia propor aos alunos uma aprendizagem da linguagem do desenho de humor, a partir das histórias em quadrinhos, que fosse significativa para eles, onde pudessem ser autores de seus desenhos e ao mesmo tempo desenvolvessem o ato de desenhar.&nbsp;</p>



<p><strong>Uma aprendizagem da linguagem do desenho de humor</strong><em></em></p>



<p>          Da mesma maneira que a criança no início da alfabetização conhece as letras, depois experimenta juntá-las em palavras e posteriormente frases e textos, desenvolvi com os alunos formas de pesquisar o alfabeto visual dos desenhos, em especial, o desenho de humor. As aulas se deram partir da <em>pesquisa, análise, leitura, interpretação e produção</em> de desenhos que tivessem os elementos gráficos das histórias em quadrinhos como base de pesquisa. A seguir, compartilho uma (das várias) experiências de exploração dos elementos visuais contidos nos desenhos de humor:</p>



<p><em>Turma de 6º ano do Ensino Fundamental, numa manhã de outono.</em></p>



<p><em>Iniciei a aula desenhando na lousa, com a participação dos alunos que ora davam sugestões, ora desenhavam junto comigo, uma cena simples: uma bailarina em posição de dança. Construímos o desenho, passo a passo, enfatizando cada elemento gráfico: onomatopeia, expressões faciais, recursos gráficos, balões e planos de fundo. Às vezes eu mudava ou adicionava um elemento gráfico, propositalmente, com o intuito de fazer com que os alunos percebessem a diferença e a importância de conhecer tais códigos para poder operá-los com mais liberdade e criatividade. Expliquei aos alunos que tais elementos precisam dialogar entre si, que existem infinitas possibilidades de combinação e que, quando ocorre uma “alteração” na harmonia combinatória dos códigos, deixando de dialogar com o todo, ocorre o humor. Ao desenho da bailarina, fomos inserindo códigos gráficos que cumpriam seu papel comunicativo.&nbsp; A bailarina dançando sobre um palco (plano de fundo e ângulos de visão), com o semblante (expressão facial) de uma felicidade tranquila, os movimentos corporais suavizados pelas pequenas linhas ligeiramente curvas ao redor do corpo dela e evidenciados pelas notas musicais no espaço do palco (recursos gráficos) e uma plateia aplaudindo, entusiasmada, o talento da artista (balões, plano de fundo e onomatopeias). Terminei o desenho, inserindo acima da cabeça da bailarina um balão característico de pensamento com o desenho de um coração no centro dele. Perguntei aos alunos o que haviam entendido do desenho e a maioria respondeu que a cena mostra o sucesso de uma bailarina e seu amor ao que faz. Estimulei os alunos a pensarem o que faria mudar radicalmente a mensagem do desenho. Enquanto os alunos procuravam respostas, apaguei o semblante feliz da bailarina, substituindo por uma expressão de tristeza, apenas modificando a posição das sobrancelhas e da boca. Os alunos estranharam a substituição, porém compreenderam que a combinação desses códigos poderia ser infinita, bem como, as mensagens derivadas destas combinações. Solicitei aos alunos que procurassem outras soluções utilizando um ou dois códigos e desenhassem na lousa. Foi bastante interessante esta atividade, pois o desenho por mim iniciado foi adquirindo outras soluções e, consequentemente, outras histórias representadas. Da bailarina que estava feliz com sua desenvoltura no palco, várias outras apareceram: aquela que estava com cara de dor por causa de sua unha encravada (desenho de estrelinhas e pequenas linhas quebradas perto do pé), aquela que tremia com medo de errar (traços trêmulos em volta do corpo da bailarina), aquela que pouco se importava com as vaias ao demonstrar cara de pouco caso (onomatopeias e expressões faciais) e aquela que não via a hora de parar tudo aquilo pois a fome era tanta que o balão de pensamento com um singelo coração no centro fora drasticamente substituído por um frango assado inteiro. Esse desarranjo foi o estopim para arrancar risos sinceros da classe. O humor se deu por essa “desarmonia” e os alunos compreenderam isso. Ao compreender, eles riram muito, ‘entrando’ na história representada. Conversamos a respeito do uso dos códigos visuais e sobre a importância de conhecer a linguagem do desenho de humor para saber criar as próprias soluções no desenho. Após o desenho na lousa, pedi que fizessem no caderno, o desenho deles.</em></p>



<p>          Em muitas das atividades desenvolvidas em sala de aula para o aprendizado do desenho a partir do desenho de humor, em especial, as HQs, as caricaturas, as charges e os cartuns, foi possível entender que o desenho de humor pode ser fonte de referências positivas quando trabalhado em toda a sua abrangência.&nbsp; Não ficar restrito à cópia de personagens, mas, sobretudo, explorar os códigos da linguagem do desenho de humor por meio da criação e construção de desenhos, é uma forma produtiva para o incentivo à construção do desenho autoral do aluno. Uma abordagem significativa – pautada em pesquisa, análise, leitura, interpretação e produção da linguagem do desenho de humor – reforça o potencial criativo do aluno, pois ao conhecer e utilizar os elementos do humor gráfico, ele cria esquemas e códigos visuais próprios a partir das referências apresentadas a ele.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="693" height="713" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Liquidificador.png" alt="" class="wp-image-3410" style="width:520px;height:535px" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Liquidificador.png 693w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Liquidificador-292x300.png 292w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Liquidificador-600x617.png 600w" sizes="(max-width: 693px) 100vw, 693px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Liquidificador ligado</em>. Gabriela, 10 anos. 2012. O descabido da cena e os recursos gráficos de movimento utilizados ao redor do corpo do personagem incitam ao riso.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="814" height="643" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/onomatopeias.png" alt="" class="wp-image-3412" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/onomatopeias.png 814w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/onomatopeias-300x237.png 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/onomatopeias-768x607.png 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/onomatopeias-600x474.png 600w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption class="wp-element-caption">Desenho interpretativo com <em>onomatopeias </em>a partir da escuta da música O <em>Carimbador Maluco</em> de Raul Seixas. Murilo, 10 anos. 2011.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="982" height="423" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/plano-de-fundo.png" alt="" class="wp-image-3413" style="width:737px;height:317px" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/plano-de-fundo.png 982w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/plano-de-fundo-300x129.png 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/plano-de-fundo-768x331.png 768w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/plano-de-fundo-600x258.png 600w" sizes="(max-width: 982px) 100vw, 982px" /><figcaption class="wp-element-caption">Tira de Humor com destaque para o <em>plano de fundo</em>. Letícia, 13 anos. 2011. Nesta tira, o primeiro plano narra uma história enquanto que o segundo narra outra.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="637" height="565" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Girafa-andando.png" alt="" class="wp-image-3414" style="width:478px;height:424px" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Girafa-andando.png 637w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Girafa-andando-300x266.png 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Girafa-andando-600x532.png 600w" sizes="(max-width: 637px) 100vw, 637px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Girafa andando de ônibus</em>. Gabriela, 10 anos. 2012. O som da freada do ônibus representado por uma onomatopeia.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="721" height="719" src="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Vaca-jogando.png" alt="" class="wp-image-3415" style="width:541px;height:539px" srcset="https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Vaca-jogando.png 721w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Vaca-jogando-300x300.png 300w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Vaca-jogando-150x150.png 150w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Vaca-jogando-600x598.png 600w, https://opae.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Vaca-jogando-100x100.png 100w" sizes="(max-width: 721px) 100vw, 721px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Vaca jogando Pokémon Go. </em>Manuela, 10 anos. 2016. Expressões faciais e balões para representar a derrota no jogo.</figcaption></figure>



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<p>*Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do CEART-UDESC em Florianópolis/SC. Mestra em Ensino de Artes, pelo PROF-ARTES, no Instituto de Artes da UNESP/São Paulo (2016-2018). Especialista em Linguagens da Arte pelo CEUMA-USP (2013). Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Visuais pela UNESP/Bauru (2005), Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais pela UNESP/Marília (1999). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Artes Plásticas, Arte Educação e Aprendizado do Desenho de Humor. É Professora da rede estadual do Estado de São Paulo na cidade de Piracicaba.</p>
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